sexta-feira, 29 de setembro de 2017

OS QUE BUSCAM CONSAGRAÇÃO PASTORAL MESMO SEM VOCAÇÃO E CHAMADA.


Por Nonato Souza
Ministério AD Minha Esperança - compromisso com a Palavra.


“E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com sinceridade e com inteligência” (Jeremias 3.15).

Inicialmente vou recorrer a Richard Baxter. Ele disse: "O homem que não for totalmente sincero como cristão, não poderá estar apto para ser pastor de Igreja".
Richard Baxter foi um pastor bem a frente da sua época. Era totalmente comprometido com as pessoas do seu tempo, homem de lutas, pastor que cuidava de vidas, o que o levava a conhecer cada ovelha e não apenas ministrar ao grupo que se reunia para ouvi-lo. Baxter tinha o hábito de levar as pessoas a pensar com base nas Escrituras Sagradas onde poderiam desfrutar da suficiente graça de Deus.
 O que disse Richard Baxter acima é uma verdade clara e muito presente nos dias atuais, pois se cumpre literalmente hoje. Não tenho dúvidas que estamos vivendo um tempo onde se vê muitos aproveitadores, homens insinceros que estão em busca de alcançar altas posições, através de consagrações ministeriais, simplesmente, para ter um título e reconhecimento.
O profeta Ezequiel trás uma visão clara a esse respeito ao profetizar contra os líderes infiéis de Israel:
“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer,e a perdida não buscastes; mas dominas sobre elas com rigor e dureza. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as busque” (Ez 34.2-6).   
O texto de Ezequiel faz referência aos líderes da nação: reis, sacerdotes, profetas que tosquiavam o rebanho em busca de ganho pessoal. Buscavam o próprio favorecimento para enriquecerem e se tornarem grandes. Ao invés de cuidarem daqueles que foram entregues aos seus cuidados, não davam a mínima atenção ao trabalho determinado por Deus. Estavam, na verdade, preocupados em saciar seus próprios apetites ao tornarem-se grandes, gordos, ricos e tranquilos. O que diz o profeta mostra a realidade presente entre muitos pastores e no ministério atualmente.
É claro que, o que vemos atualmente é basicamente o reflexo de obreiros despreparados que não foram experimentados no campo de trabalho e simplesmente chegam a uma consagração ministerial porque se dão à prática de lisonjear aqueles que os lideram.  Sem vocação, sem chamada, sem disposição nem tempo para o exercício pastoral, querem simplesmente ser chamados de pastores e deter um cargo para se apresentarem  como tais.
Para alcançar os títulos tão almejados os tais obreiros se tornam bajuladores, frequentadores constantes dos trabalhos da igreja local e reuniões ministeriais – após as consagrações eles desaparecem e deixam de ajudar o trabalho –,  coniventes com erros os mais crassos possíveis, estando dispostos até negociar com qualquer um e por qualquer preço, a consagração e as posições que desejam.
Certíssimo Richard Baxter, o serviço pastoral não é para aqueles que vocação nenhuma tem e, muito menos para quem não está disposto a deixar tudo para enfrentar o labor do trabalho pastoral.
Há muitos em busca de um cargo de Ministro do Evangelho, mas será que estão dispostos a cuidar do rebanho do Senhor? Estão eles disposto a deixar o seu bom emprego o alto salário para se dedicar exclusivamente ao labor pastoral de cuidar de vidas que precisam do seu dom? Muitos não tomarão esta decisão, pois querem apenas o título, se aceitarem e não deixarem tudo para cuidar de sua chamada, são simplesmente aproveitadores que buscam apenas o título para dele se ufanar.
Ser pastor dedicado requer abdicação de muitas coisas, haja vista o que Paulo disse: "Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra" (2 Tm 2.4). Não basta ter o título e ficar cada culto sentado em uma tribuna passivamente sem nada fazer em prol do Reino de Deus.  Penso até que esse comportamento depõe contra a chamada pastoral e vocação.
Seria importante se pastores fossem de fato exercer o trabalho pastoral. Alguns reclamam que não tem igreja no campo para pastorear, no entanto, isto é uma objeção vaga, pois quem quer de fato se envolver no trabalho pastoral, cumprir uma missão e tem chamada e vocação, começa, como dizia os pastores antigos, um trabalho até debaixo de uma árvore. O que não falta é onde se começar um trabalho e efetivamente vontade para se ganhar almas para o Reino de Deus.
Na verdade, o que alguns obreiros querem mesmo é púlpito, posição e status e isto não se consegue em um trabalho distante, sem recursos, começando em um lugar rude e com uma quantidade mínima de pessoas.     
O pastor chamado e vocacionado, se lança ao labor pastoral completamente, sabendo que o mesmo tem um alto preço a pagar. Ele o faz com um coração sincero, amoroso e devotado no cumprimento de sua chamada para que ao militar legitimamente seja coroado naquele dia (2Tm 2.5).
O trabalho pastoral é para quem está disposto a se afadigar na Palavra e no labor diário por amor dos escolhidos, sejam eles poucos ou muitos, levando-os a alcançar a salvação que está em Cristo Jesus. Se não estás disposto ao sofrimento, desgastes e às durezas da vida pastoral, que vá cuidar da sua empresa, do seu bom emprego, das suas atividades que te dão regalias, conforto e segurança. Fique simplesmente auxiliando na igreja local em seus trabalhos diários e projetos, mas não se meta a fazer algo para o qual não foi chamado nem vocacionado. Deus ficará satisfeito e é um favor que você presta ao Reino de Deus e a você mesmo.
Fica aqui também minha advertência aos pastores líderes que gostam de bajuladores, de gente que a única função que tem é ficar à volta de tais líderes para lisonjear. Esses que se dão a esse tipo de expediente, normalmente vivem em total desajustes diante de Deus e dos homens, mas, por suas famigeradas bajulações acabam recebendo por recompensa suas tão almejadas consagrações.
Para os líderes que se deixam dominar por tais bajuladores Paulo adverte: "A ninguém imponhas precipitamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro” (2 Tm 5.22). O que muitos pastores têm feito neste tempo atual com esta classe de gente neste mister é simplesmente lamentável. Impõe as mãos precipitamente sobre os tais e então, voltam às suas igrejas para nada mais fazerem, senão viver em um estado de letargia e por vezes criar problemas no âmbito da igreja local. Infelizmente.
Concluo minha reflexão dizendo aos que têm vocação e plena convicção da chamada de Deus em sua vida que sigam avante, envolvam-se completamente, prepararem-se para o exercício do ministério, pois, quem deseja o episcopado excelente obra deseja. É do apóstolo Pedro as seguintes palavras:
“Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mais voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coro de glória” (1Pe 5.2-4).   
Aos “apresentados”, mas que não tem chamada, nem vocação, peço-lhes que fiquem nos seus lugares, procurando ajudar a obra de Deus de outra forma. Assim, irão atrapalhar menos. Não são pastores que dão pastores à Igreja, estes (os líderes), quando querem satisfazer suas vontades acabam atrapalhando, o bom andamento da obra.
Atente para uma coisa, é o SENHOR que diz: “E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com sinceridade e com inteligência” (Jr 3.15).
Que Deus tenha misericórdia da sua Igreja. 


#ministerioadminhaesperançafaçaparte
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terça-feira, 9 de maio de 2017

QUERO, EM DEUS, CONCRETIZAR OS MEUS SONHOS


Ministério AD Minha Esperança
Pr. Nonato Souza.


"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14).


Sim, quero concretizar os meus sonhos. Sem esmorecimento, desistência ou corpo mole desejo permanecer firme nos objetivos que Deus colocou em meu coração.

Sonho a que me refiro, não é aquilo que experimentamos a noite, enquanto dormimos. Estou me referindo a uma ideia, plano, agenda, objetivo provenientes de Deus e conducentes a resultados que honram a Deus.

Entendo que as pessoas que sonham são as que voam como águias e estão dispostas a viver acima da mediocridade. É claro que não estou falando, simplesmente, em objetivos ocupacionais, familiares, ministeriais, que estou certo, são bons. Mas em sonhos que resultam na edificação do caráter, cultiva a justiça e acima de tudo o governo de Deus em nossas vidas.

Swindoll diz que “sonhos são específicos, não gerais. São pessoais não públicos”. Os sonhos são meus. Se for levado a outros, à multidão, certamente vão dizer é grande demais para você, são ilógicos. Eles rirão de você, visto que não é possível dar lógica a seus sonhos. Swindoll diz também que os nossos sonhos “se fazem acompanhar sempre de um desejo intenso de concretizá-los. Eles estão sempre fora das coisas esperadas”. São chocantes, espantosos aos olhos daqueles com quem compartilhamos.

Líderes autênticos são feitos de sonhos. Se não sonha a liderança se torna completamente limitada.  Swindoll diz que os sonhos ajudam-nos na determinação de nosso plano de voo como águias que se elevam aos ares.

A Bíblia faz menção de Josué e Calebe como dois homens de visão e sonhadores. Eles estavam entre os doze que foram enviados a espiar a terra prometida. Este grupo permaneceu na terra por 40 dias e, então, voltaram com suas opiniões totalmente divididas. Dez deles diziam: Não tem jeito, é complicado possuir a terra. Mas os dois, Josué e Calebe, discordavam completamente e diziam: Somos capazes, vamos tomar posse da terra.

Rodeados por companheiros e posteriormente por uma multidão que entendiam ser impossível ao exército de Israel conquistar a terra e que já apelavam a um retorno ao Egito, esses dois homens fincaram pé, eles diziam: Podemos vencer.

Como é possível que líderes vejam o mesmo cenário de forma tão diferenciada? Simples: Dois tinha visão, determinação, sonhos, os outros dez, não. Aqui está uma ilustração da vida. Sempre nos encontraremos entre esses dois mundos. A coisa pode se complicar ainda mais quando o lado negativo das coisas é tangido por uma maioria que sempre falarão mais alto em relação ao pequeno grupo dos que andam pela fé e não pela vista.

Dez espias viram os problemas da terra; dois, virão a solução. Dez viram os obstáculos ali existentes; dois, o caminho. Dez impressionaram-se com o tamanho dos gigantes; dois, com o tamanho de Deus. Vê-se, então que Josué e Calebe possuíam determinação tenaz, coisa que os dez não tenham. Resultado: os dez se assustaram e queriam voltar à escravidão.

As palavras de Josué demonstram claramente a coragem destes homens diante daquele momento adverso: “Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo desta terra, porquanto são eles o nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais” (Nm 14.8,9).

Veja a coragem destes dois homens. Ousados e audaciosos desafiam todo o povo de Israel a que confiem no Senhor. O resultado desta coragem e confiança é que eles foram honrados por Deus. Os israelitas, devido sua incredulidade receberam a sentença de Deus e permaneceram durante 40 anos caminhando no deserto, provavelmente em círculo, até que toda aquela geração de incrédulos e pensadores negativos, perecessem no deserto.

Josué e Calebe por terem um espírito diferente, de excelência (Nm 14.24) entraram na terra alcançando a promessa. Muito mais poderia ser dito acerca destes dois homens. Eram piedosos, fiéis e firmes em suas decisões, nunca se desviaram do pacto integral que estabeleceram com Deus. Tinha o Senhor como centro de suas motivações. Penso que é assim que devemos ser, se queremos concretizar os nossos sonhos em Deus.

Que o Senhor nos ajude! 


Notas Bibliográficas:

Swindoll, Charles R. Como viver Acima da Mediocridade. 3ª ed. São Paulo: Editora Vida.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Os males da religiosidade que mata


Por Nonato Souza
Ministério Minha Esperança


“E outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirradas. E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio. E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a mão, sã como a outra. E tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam” (Mc 3.1-6).


A ênfase do texto está no homem que tinha uma das mãos mirradas e que fora curado por Jesus milagrosamente em um dia de sábado. Ali estavam homens religiosos formalistas que buscavam encontrar Jesus realizando algum milagre em um dia de sábado para prejudicá-lo. Eram eles, os religiosos que estavam ali à espreita reivindicando rigidez e santidade nas mínimas coisas, estando eles mesmos repletos de malícia e de pensamentos iracundo no meio da congregação.
É isso, religiosos fincados em seu sistema moralista nunca estão preocupados com o bem do próximo muito menos com os interesses do Reino de Deus. Sua maior preocupação é com o cumprimento de preceitos, dogmas e instituições. Para eles, tradições estão sempre acima do bem que se pode fazer ao próximo.

Jesus mostrou com clareza de detalhes que tudo isto é um erro. No texto apresentado pelo evangelista Mateus 12.11 o Mestre conta aos que compõem sua audiência uma pequenina história sobre uma ovelha cujo dono procurará salvá-la, se estiver caída numa cova mesmo sendo um dia do sábado. Jesus aplica aqui o princípio da vida, de que mais vale fazer o bem a alguém que guardar preceitos e tradições. Para Jesus, deixar de fazer o bem ao próximo, deixando-o perecer sofrimento só porque é o dia de sábado é um engano. O ensino do Mestre é que tradições e costumes não estão acima do bem e amor que se deve dar e fazer ao próximo.

Observe-se que Jesus curou o homem fazendo a este o bem que tão somente necessitava. Quanto aos religiosos, estavam sim, interessados em tirar a vida de Jesus, simplesmente porque fizera o bem a alguém necessitado. Estavam os religiosos preocupados com a quebra de preceitos e não com o bem que se devia fazer ao próximo. Lamentável isso, não?

É lamentável que neste século pós-moderno ainda haja pessoas agindo debaixo de tamanha religiosidade, capazes de agir igual os religiosos dos tempos de Jesus. Enraizados em suas tradições religiosas, próprias de um sistema religioso morto que massacra e dilacera completamente a alma, pois nenhum refrigério trás a esta, conduzindo o homem para distante da imensurável graça de Deus, muitos líderes estão embrulhado com o cobertor do formalismo religioso prestes a sucumbir completamente.

Estes em nome de uma santidade baseada apenas em tradições, maltratam, dilaceram, ferem e expulsam da igreja local pessoas que a única coisa que querem é servir a Deus, o Senhor, a quem entregaram suas vidas, outrora errantes. Por vezes sem ter a chance de se explicarem são tratadas como se valor nenhum tenham por causa de tradições humanas que a todo custo devem ser obedecidas. Algo simplesmente inexplicável.

Para esses líderes, à semelhança dos religiosos dos tempos de Jesus, é melhor matar, expulsar, vilipendiar a ovelha que curar-lhes as feridas. Para eles é mais importante preservar a instituição, as tradições humanas que regem a mesma, que a vida espiritual da ovelha ferida. Tais religiosos são fariseus, cujo amor e zelo estão simplesmente numa capa de religiosidade, sem apego nenhum a Deus, os princípios da Palavra e amor ao próximo. Importante mesmo é a instituição que defendem a ferro e fogo sem, contudo, amar o Reino de Deus. Sinceramente, não entendo isto como Cristianismo autêntico. 
  
O texto bíblico que estamos apreciando fala da indignação do Senhor Jesus devido dureza de coração daqueles líderes religiosos. Ali estavam líderes religiosos cujos corações estavam dispostos a ver e aceitar o sofrimento de pessoas necessitadas a quebrar paradigmas religiosos. Religiosos maus, hipócritas, sem afeição natural, preferiam continuar vendo a dor do seu próximo a simplesmente quebrar uma tradição. Jesus os censurou, reprovou, pois não concordaria jamais com tais atitudes. Foi adiante, curou o homem sofrido, tendo dele compaixão. O olhar terno e compassivo de Jesus alcançou aquele pobre e necessitado ser humano, coisa que o olhar medíocre de muitos líderes, não consegue alcançar.

Ponho-me a pensar naqueles líderes religiosos presentes naquela reunião. Não conseguiram vislumbrar as necessidades espirituais, físicas e emocionais daquele pobre homem. Estavam prontos a condená-lo por está ali para ser curado num dia de sábado. Jesus, diferentemente dos líderes religiosos, o olhou e com amor terno e o entendeu, curando suas feridas. Quando fez isto, quebrou paradigmas, pois estava preocupado com um ser humano carente de socorro naquele momento.


Penso que é preciso olhar além das tradições meramente humanas e costumes estabelecidos. O amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo está acima de qualquer tradição, Jesus mostrou isto por inúmeras vezes. Paulo também foi cirúrgico nestas questões (Cl 2. 4-23). Precisamos olhar com coração à semelhança de Jesus. Temos o seu exemplo. Foi Ele que nos ensinou: “Misericórdia quero e não sacrifício” (Mt 9.13). Deus nos ajude!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Não se envolva com outro evangelho


Por Nonato Souza


“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebeste, seja anátema” (Gl 1.8,9).

Ao abraçar a mensagem do Evangelho, esteja certo que se trata de algo suficiente para nós em todas as áreas de nossas vidas.

Alguns não entendendo isto, se tornam entediados pela simplicidade do Evangelho de Cristo e passam a buscar algo mais. Dizem: "Tem que haver algo mais", e começam anunciar um "evangelho" que vai além do que já foi revelado, criando situações embaraçosas onde não existe.

Já no seu tempo Paulo dizia: "Tenho a impressão de que, se alguém aparecer pregando um Jesus diferente do que nós pregamos, em espírito e em mensagem, vocês vão aceitá-lo sem problema. Mas, se vocês aceitam essas celebridades " apostólicas", porque não me aceitam, simples como sou" (2Co 11.4-6).

Paulo falava da simplicidade de sua mensagem de cujo objetivo não se desviava, pois, não buscava promover-se a si mesmo, mas a Cristo.

Vivemos hoje no tempo em que super líderes buscam autopromoção pregando um evangelho caricaturizado pautado em conceitos e doutrinas de homens que nada tem a ver com a mensagem real do Cristo crucificado, poder de Deus e sabedoria de Deus. Este “evangelho” que busca a satisfação do ego humano não trás a mensagem do Evangelho puro e simples, pois, na verdade, é “outro evangelho”.

Cristo é nossa suficiência. "Outro evangelho" não deve ter espaço dentro de nossos arraias. Devemos ter convicção que mesmo se um anjo do céu vier pregar uma mensagem diferente da mensagem pregada pelos profetas e apóstolos seja amaldiçoado. Sim, "se alguém - não importa a reputação ou as credenciais que possua - pregar uma mensagem diferente da que vocês receberam no início, seja amaldiçoado!" (Gl 1.6-9). 


Nesse tempo de tantos falsos ensinos e tanta arrumação humana, fiquemos com a simplicidade do Evangelho de Cristo, custe o que custar.

Pense nisso.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Assim, perdoai-vos uns aos outros como Cristo vos perdoou

Por Nonato Souza

A parábola do credor incompassivo registrada no Texto Sagrado de Mateus 18.23-35 nos ensina lições importantes. Observe que na parábola um certo rei foi ajustar contas com os seus servos. No acerto de contas um servo que devia uma quantidade enorme ao rei, seu senhor, não podendo pagar foi perdoado. O servo saindo dali perdoado, encontrou seu conservo que lhe devia uma pequena quantidade ao qual não foi capaz de perdoar, subjugando-o terrivelmente a ponto de lançá-lo na prisão até que quitasse a dívida.

O senhor rico sabendo o que fizera aquele conservo o chamou a si e o repreendeu fortemente dizendo: "Não devias tu, igualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?” Assim, aquele malvado conservo, foi parar nas mãos dos atormentados até que pagasse tudo o que devia.

Penso que o cristão precisa ser cauteloso em administrar o perdão que recebeu do Senhor. Isto porque se fomos perdoados graciosamente quando nos arrependemos, devemos também perdoar. Na parábola aprendemos que assim como fomos perdoados precisamos também ter boa disposição para perdoar a quem nos ofende. Há cristãos cujos corações estão cheios de amargura a ponto de tornarem-se incapazes de perdoar o seu próximo.

Jesus ensinou que para alcançar o perdão de Deus é preciso primeiro perdoar ao próximo as suas ofensas (MT 6.12,13). Vivemos tempo de crise dentro das igrejas, principalmente quando se fala em perdão, isto, pela dificuldade existente nos relacionamentos que estão quebrados. Igrejas locais estão repletas de pessoas com relacionamentos totalmente destruídos, devido amargura profunda, ressentimentos e animosidades. Tais comportamentos são totalmente incompatíveis com uma vida cristã autêntica.

Não temos porque ou como viver um verdadeiro cristianismo, se estamos envolvidos neste cruel labirinto de dificuldades que corrói a nossa alma, destrói nossa vida espiritual e saúde física. O perdão é fundamental para nos libertarmos dessas doenças.

Professando o santo nome de Cristo Jesus, o cristão não tem porque viver com tais animosidades no coração. A forma de tratar os nossos irmãos demonstra claramente a condição do nosso coração. Se o nosso coração é humilde e contrito, não temos dificuldade em perdoar os nossos irmãos, mas se em nós houver orgulho e desejo de vingança, não haverá lugar para arrependimento, o que significa que Deus não poderá, também, nos perdoar.


Sendo assim, não basta receber o perdão de Deus. É preciso experimenta-lo de coração, de sorte que haja em nós mudança total a ponto de sermos clementes e mansos com o nosso próximo. O ensino de Paulo é claro: "Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Ef 4.32), e ainda: "suportando uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também" (Cl 3.13). Este é um assunto sério, e requer de cada cristão extremo cuidado. Deus nos ajude! 
Reflita!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estamos de fato vivendo um verdadeiro avivamento?


Nonato Souza

"Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo. E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade, e, assim, entender o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejais preenchidos de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.16-19).

O que dizem e pensam alguns sobre avivamento destoa e muito do que ensina a Palavra de Deus sobre este assunto. Primeiro porque avivamento não está nem um pouco relacionado com o que vemos em muitas reuniões elaboradas, criadas com único objetivo de enaltecer o ego de alguns. Avivamento não é fruto de palavras de ordem ou programa bem elaborado. Avivamento é fruto de arrependimento e confissão de pecados. Vem quando nos voltamos para Deus, quando nos dispomos a uma mudança radical em nosso estilo de vida, igreja e ministério.

Quem de fato se encontra com Deus e sofre uma profunda experiência de avivamento, não se esquece disto, três dias depois que encerra o evento, o congresso, a festa, voltando a fazer tudo o que dantes fazia à velha vidinha medíocre de sempre. Avivamento gera em nós mudança plena, completa e duradoura. Avivamento gera vida com Deus.

Alguns homens nos permite seguir os seus passos nesta experiência de avivamento. Quer avivamento? Siga os passos de David Brainerd, ao pregar entre os índios no interior dos Estados Unidos, doente, fervoroso e confessando seus pecados. Siga as pegadas de George Whitefield, que pregava com lágrimas até perder as forças, sendo até ridicularizado nas peças teatrais, e foi excluído da igreja do estado por não se assemelhar a eles. Veja Jonathan Edwards, expulso da igreja por se negar a servir a Ceia a membros não convertidos. Aprenda com Spurgeon e ouça o que disse Leonardo Revenhill sobre avivamento: “o avivamento tarda porque os pregadores e evangelistas de hoje em dia estão mais preocupados com dinheiro, fama e aceitação pessoal do que em levar os perdidos ao arrependimento”.

O evangelho pregado em alguns lugares é um verdadeiro fiasco. Estão deixando de lado a exposição das verdades do Evangelho, para contar uma porção de historietas regadas com boa dose de mentiras mirabolantes, muito emocionalismo com objetivo de levar o povo ao delírio. Isto para alguns é o bastante. Que triste!

Porque não pregamos o Evangelho puro e simples, sem rodeios, falando a verdade, sem medo do que nos possa fazer o homem? Pregar o Evangelho é um prestimoso serviço que prestamos ao Reino de Deus, não podemos reduzi-lo meramente ao entretenimento do povo. Igrejas estão morrendo por falta de alimento espiritual sadio. Estamos trocando o maior de todos os tesouros, a pérola preciosa, por alguns momentos de satisfação carnal, terrena e muito entretenimento.

Oro por um avivamento que comece na minha vida, sim, na minha vida, alcance minha família e a Igreja do Senhor. Oro por um avivamento que me leve servir a Deus sobre todas as coisas, e, servir melhor o meu próximo. Deus tenha misericórdia do seu povo!